BRASÃO JACAREIENSE
Em escudo português, cortado e partido, encimado pela coroa mural, privativo das municipalidades.
No primeiro quartel- À esquerda, em campo de goles (vermelhos) um rio de prata do qual emerge um jacaré,
ao natural, representa as armas falantes da cidade, segundo o seu significado em língua brasílica. À
direita um leão de prata sobre campo de goles, peça do escudo dos Afonsos, no velho armorial português,
evocando os Aiqueira Afonsos, fundadores do arraial em 1652, elevado à vila em 1653 e à cidade em 1849.

No segundo quartel - Lance de muralha ao natural, sobre campo de prata, abaluarteado e ameiado, com
portão e seteiras, recordando que Jacareí era o reduto ou casa forte de Bartolomeu Fernando de Faria,
notável sertanista que, na primeira década do Século XVIII tanto se celebrizou pelo assalto que deu
ao armazém do contrato do sal, em Santos, reagindo contra os contraventores e açambarcadores do gênero,
cuja cupidez reduziria ao desespero as populações do planalto. Façanha essa que lhe traria anos mais
tarde, na cidade do Salvador, em vésperas de provável execução final. À porta do baluarte, uma
figura de sentinela, armada de arcabuz, revestida do gibão de armas dos bandeirantes paulistas,
recordando o feito de Bartolomeu Fernandes Faria.
A ele se refere também a divisa de letras de prata sobre campo de goles, com os dizeres: Pelo Direito e
a Honra dos Paulistas - Pró-Paulistarum Jure et Honore. Os campos de café, frutados, lembram quanto deveu
Jacareí a sua lavoura cafeeira.
Como tenentes figuram: à dextra, um oficial do regimento 2º Corpo de Infantaria de Guaratinguetá e Vilas
do Norte, creado pelo Morgado de Mateus, em 1766; à sinistra, um soldado da Guarda de Honra de D. Pedro
I, rememorando que Jacareí foi a segunda vila do Brasil visitada pelo primeiro chefe de estado do Brasil
Independente, logo após o 7 de setembro.
Sobre a parte central da coroa mural, um escudete de campo azul, com a lua crescente, evocando
Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Jacareí.
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